sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Residência Criativa: reinventando os lugares de ser.

Residência: morada, lugar de viver – de estar...

Retornar ao local do trabalho depois de uns dias de descanso parecia algo rotineiro, um convite à segurança, não fosse a criatividade que acompanhava a proposta de residir.

Esse foi o desafio instigante à equipe do programa Sentidos Urbanos: patrimônio e cidadania – o de não apenas estar, ocupar um espaço, mas descobrir a capacidade de criar, desde o lugar onde estão enraizados os pés, nas paisagens que, cotidianamente, nos envolve.

Residência Criativa – Sentidos urbanos – comunicação e resignificação foi uma atividade que envolveu intensamente os orientadores do programa, promovendo um intercâmbio de subjetividades, num processo de criação coletiva na produção audiovisual.

Os trabalhos, que tiveram início no dia 18 de janeiro de 2011, abriram as portas para essa experimentação com a exibição de “Janelas da alma”, belíssimo documentário de João Jardim, além de oferecer a oportunidade de realizar um roteiro aos orientadores que passaram de guiadores a guiados, numa busca de redescobrir, a partir da própria experiência, os objetivos dos Roteiros Sensoriais: degustar a cidade.

O itinerário dessa incrível viagem seguia, e o segundo dia da Residência foi, logo cedinho, marcado pelas memórias e lembranças, pela insegurança de caminhar sem ver embarcados nos vagões de um “trem cego”, de tocar coisas, imaginar suas formas, sentir seus cheiros e arriscar a decifrar seus gostos, através das dinâmicas sugeridas pelos facilitadores que propiciavam essa aventura criativa – Simone Fernandes (Iphan), Celmar Ataídes Júnior (Proex – Base Criativa – Ufop) e Geuder Martins (Tv Ufop), promotores de um programa que tem por base o modelo de gestão compartilhada que torna mais rico o processo e amplia os desdobramentos do programa.

Depois foi hora de botar a mão na massa, ou melhor, nos papéis, tesouras e pincéis... Dois grupos foram formados para criarem mapas visuais que embasariam os trabalhos futuros. Mapas feitos, agora viria o grande desafio da residência: criar um roteiro que ganhasse vida através do audiovisual, traduzindo: pura adrenalina! Afinal restavam apenas um dia e meio. Um risco a ser assumido, E foi!

Câmera na mão, atores preparados... Visível eram o entusiasmo e cabeças esfumaçadas pela quantidade de idéias e pelo sol escaldante, que não se escondeu por um minuto sequer durante todo o dia de gravação, mas estava lindo no céu azul. Dois grupos – duas interessantes histórias a contar – um mundo interminável a ser desvelado nas ladeiras, nas igrejas, nos becos, nas casas de Ouro Preto.

Mais de sessenta horas de efervescência. Noite em claro para editar os vídeos e a ansiedade para apresentá-los.

Com tanto esforço, dedicação, paixão, não podia ter sido diferente: “Sinestesia da Urbe” e “Se essa rua fosse minha”, mais que produtos audiovisuais, são registros da possibilidade de criar, são os resultados de um processo feito por pares – coletivamente.

Essa foi a Residência Criativa – LUGAR de consolidação de uma equipe; ESPAÇO para um realinhamento conceitual-metodológico – MORADA da experimentação SENSORIAL.


COMUNICANDO E RESIGNIFICANDO sempre!


Texto: Lidiane Andrade



Confiram os vídeos produzidos durante a Residência:

Sinestesia da Urbe:




Se esta rua fosse minha...


Um comentário:

  1. o seu video e lindo e cheio de verdade que eu vivi 30 anos atraz. voce me levou de volta, obrigada. solange fortes

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