quarta-feira, 13 de julho de 2011

Diário de bordo – OFICINAS da Curadoria de Patrimônio


Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”.

Oficineiros: Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior

Orientadores Envolvidos: Raila Moccelin e Jairo Alna.

Local: Portaria da Estação de Trem de Ouro Preto;


Dia 13/Julho de 2011.

No terceiro dia da Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”, ministrada por Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior, os participantes foram deslocados pelo transporte disponibilizado pela produção do Festival de Inverno para os arredores da cidade de Ouro Branco, MG. Partimos da estação de trem de Ouro Preto às 8:30 h em busca de novas paisagens. Foram identificadas e contempladas, muitas espécies de flores, rochas e relevos. No caminho de volta para Ouro Preto, paramos em um trecho da antiga estrada real, que conserva até hoje suas paredes de sustentação em pedras utilizadas na época. Por último passamos pela ponte da Caveira, onde pudemos perceber e tocar um belo cenário composto pela água e a areia clara do riacho, as pedras da velha ponte e a vegetação que parecia agradecer por ali existir. Todos os participantes estão construindo uma boa relação de grupo, e a oficina parece se aproximar cada vez mais do “status de dádiva”, devido a tanta beleza vista e compartilhada nesse clima de disposição e boa vontade.
Amanhã – último dia da oficina - o grupo partirá da estação às 8:30 horas rumo ao parque do Itacolomy, onde a cidade de Ouro Preto poderá ser vista do alto e de longe, dando-nos a oportunidade de construirmos em nós a figura do viajante naturalista contemporâneo. Nessa ocasião serão compartilhadas todas as fotos tiradas entre todos do grupo, bem como contatos, relatos, idéias e vivências a cerca dessa experiência.
“Ser um Viajante Naturalista não é somente olhar em volta, mais ainda, consiste no exercício contínuo de entender as coisas com curiosidade, vendo-as em suas características próprias e também em seu direito de simplesmente ser”.
Jairo Alna e Raila Moccelin.
Importante: Foi informado aos participantes que no próximo encontro todos fossem munidos de água, lanche, calça comprida, calçados fechados confortáveis, chapéus e protetor solar, para possibilitar uma caminhada agradável a todos os presentes. Também se pede para que levem pen-drives ou similares, bem como as câmeras fotográficas com todas as fotos tiradas durante as visitas para serem compartilhadas e recolhidas entre todos os integrantes da oficina.





Oficina: Lugar, Palavra

Ministrantes: Elisa Porto Marques e Nian Pissolati

Oficineiros: Leonardo Oliveira.


Chegamos ao Morro São Sebastião logo pelo inicio da manhã. Estava sentada do lado de um chafariz uma figura de boina preta, cabelos brancos, roupas largas, presença um tanto quanto típica de um lugar como aquele, onde uma arvore vistosa coroava a praça quase deserta. Ao chegarmos mais perto vimos seus olhos fundos rodeados de ruga, que possivelmente já sentiram muito da história que ali passou. Explicamos nossa intenção em abordá-lo e o homem então nos convidou para sua casa. Nós meros curiosos forasteiros pudemos entrar na casa daquele senhor “será que a gente pode fazer isso lá no meu barraco? é que minha mulher pode ter coisa pra fala também” disse ele. Fomos ao encontro de uma casa totalmente barroca repleta de imagens, detalhes congestionados e ao mesmo tempo organizados naquela sala. A mulher do senhor não saiu, “Perdão por não saber tanto” ele disse, mas o seu “pouco” foi o bastante pra que pudéssemos começar bem nossa manhã.

O dono mostrou seu mercado “tem de tudo aqui, salgadinho à-vontade para as crianças perfumaria, produtos de limpeza, cigarro pra quem quer morrer. Ta tudo organizado em prateleira.“ A criança sentada no banco chamou o horto dos conto de jardim grande, o rapaz da igreja tocou a nós e para nós com sua melodia ensaiada na gaita.

Descendo a rua de volta á praça surge a apoteótica presença de Chico o alegre morador, que com sua foice na mão sentou-se imediatamente na calçada, para nos contar um pouco sobre seu bairro, sua casa, suas paixões e sua alegria.

Outros personagens do morro passaram por nós cada um com sua singularidade marcante, apaixonante e inspiradora. Amanhã iremos começar a edição e estruturação dos matérias captados. Árdua e difícil missão a nossa. Sorte a todos.

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