terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Projeto Moradores inova no PAC das Cidades Históricas

Exposição do Projeto Moradores montada no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto/MG.
Exposição do Moradores no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto/MG.
O projeto “Moradores – A Humanidade do Patrimônio Histórico” foi protagonista de mais um feito inédito. Pela primeira vez em 300 anos de história do Barroco brasileiro, uma igreja tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) abrigou no seu interior uma exposição de arte contemporânea em homenagem aos moradores de seu entorno.
No ano em que se celebrou o bicentenário de morte do maior nome do Barroco no país, Aleijadinho, a exposição do projeto Moradores foi montada dentro da nave da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto/MG, onde estão enterrados os restos mortais dele, que foi maior artista das Américas no período colonial.
A montagem da exposição foi uma iniciativa do coletivo Fotógrafos em Ouro Preto, com o apoio da NITRO + ALICANTE, autores do projeto. Ela aconteceu após o diretor do IPHAN na cidade, João Carlos Cruz de Oliveira, lançar o desafio de integrar a joia do Barroco com alguma expressão de arte moderna em que a comunidade local fosse a homenageada.
A exposição aconteceu em forma de projeção, onde seis painéis se interagiam tanto com os altares pintados em ouro quanto com os andaimes montados para a reforma, patrocinadas pelo programa PAC das Cidades Históricas. A combinação surpreendeu a todos que passaram pela igreja e foi uma emocionante homenagem aos verdadeiros donos dos patrimônio tombados no Brasil: as comunidades que os cercam.
Moradores
O projeto é um movimento de ocupação urbana que luta pela preservação das identidades culturais e da memória das cidades brasileiras como seus verdadeiros patrimônios imateriais.
Criado em 2012, o projeto Moradores já passou por cinco estados brasileiros (SP, RJ, MG, BA e PE) e já fotografou e entrevistou cerca de 2.000 pessoas, que tiveram a oportunidade de contar as suas histórias de vida.
Em Ouro Preto, a exposição do projeto também foi inovadora: com 12 painéis gigantes, retratos em P&B de moradores da cidades ocuparam toda a Praça Tiradentes.
Seminário
Ainda durante a exposição, o IPHAN promoveu no interior da Matriz de Nossa Senhora da Conceição o seminário “Aleijadinho e os próximos 100 anos”. O objetivo era discutir o futuro da arte barroco e sua integração com outros tipo de manifestações.
O projeto Moradores e o coletivo Fotógrafos em Ouro Preto integraram uma das mesas de debate do seminário, onde se discutiram as relações entre expressões contemporâneas de arte e o Barroco brasileiro.
“Seria fantástico levar uma etapa do projeto para cada uma das cidades brasileiras que passam por algum tipo de intervenção em seus patrimônios tombados. Seria uma forma de mostrar que aquele prédio, aquela igreja, qualquer bem tombados só tem significado exatamente porque fez parte da história das pessoas de seu entorno”, disse Marcus Desimoni, um dos autores do projeto Moradores.
TEXTO: Gustavo Nolasco
FOTOS: Marcus Desimoni e Lucas de Godoy
Gustavo Nolasco (NITRO) e Luas de Godoy (Fotógrafos em Ouro Preto) durante o seminário "Aleijadinho e os próximos 100 anos", promovido pelo IPHAN.
Gustavo Nolasco (NITRO – Moradores) e Lucas de Godoy (Fotógrafos em Ouro Preto) durante o seminário “Aleijadinho e os próximos 100 anos”, promovido pelo IPHAN.

Seis painéis foram montados por entre as obras de reforma da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Seis painéis foram montados por entre as obras de reforma da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.
Os moradores foram os homenageados com intervenção inédita em obra do Barroco brasileiro.
Os moradores foram os homenageados com intervenção inédita em obra do Barroco brasileiro.

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